A liquidez refere-se à facilidade com que um ativo, como um título ou um instrumento financeiro, pode ser comprado ou vendido no mercado sem provocar movimentos de preços significativos. Por outras palavras, mede a capacidade de converter o ativo em dinheiro rapidamente e a um preço que reflicta de perto o seu valor intrínseco.
Um mercado de elevada liquidez tem um grande número de compradores e vendedores, o que significa que há muitos participantes dispostos a efetuar transacções a qualquer momento. Nesses mercados, grandes volumes do ativo podem ser comprados ou vendidos sem afetar significativamente o seu preço.
Por outro lado, um mercado com baixa liquidez tem menos participantes, o que torna mais difícil a execução de transacções sem causar flutuações substanciais nos preços. Em mercados pouco líquidos, pode ser difícil encontrar uma contraparte que aceite o outro lado de uma transação.
A liquidez é importante para os investidores e comerciantes porque lhes dá a possibilidade de entrar ou sair de posições de forma eficiente. Uma liquidez elevada reduz o risco de ficar preso numa posição e permite uma execução mais precisa das transacções aos preços desejados.
Os factores que podem afetar a liquidez incluem a dimensão e a atividade do mercado, o número de participantes, as notícias e as condições económicas. Os principais mercados financeiros, como a Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE) e os principais mercados cambiais, tendem a ser altamente líquidos devido ao número significativo de compradores e vendedores que participam constantemente nestes mercados.